Doenças do aparelho circulatório causaram quase 400 mil mortes
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Em 2024, o Brasil registrou cerca de 399 mil mortes por doenças do aparelho circulatório, com taxa de 187,5 óbitos por 100 mil habitantes, a segunda maior dos últimos 23 anos. O levantamento também aponta desigualdade social: pessoas com até sete anos de estudo concentraram 62% das mortes, apesar de representarem cerca de 35% da população brasileira. Segundo a Umane, a maior mortalidade entre pessoas com menor escolaridade evidencia que fatores sociais, como acesso à informação, renda, hábitos saudáveis e acompanhamento contínuo em saúde, influenciam diretamente a prevenção e o tratamento das doenças cardiovasculares.
Outro dado relevante vem do Vigitel 2024, do Ministério da Saúde, que aponta aumento nos diagnósticos de hipertensão em adultos: o percentual passou de 22,6% em 2009 para 29,7% em 2024. No último ano analisado, o diagnóstico foi mais frequente entre mulheres, com 31,7%, do que entre homens, com 27,4%.
Apesar disso, 53% das mortes por doenças do aparelho circulatório ocorreram entre homens, indicando um possível descompasso na prevenção, no diagnóstico e no acompanhamento da saúde masculina.
Os dados reforçam a importância do diagnóstico precoce e do controle de fatores de risco, como hipertensão, diabetes, obesidade, colesterol alto, sedentarismo e histórico familiar. Muitas doenças cardiovasculares evoluem de forma silenciosa e podem ser identificadas por meio de avaliação clínica regular e exames laboratoriais de rotina.
Exames periódicos, como glicemia, colesterol total e frações, triglicerídeos, hemoglobina glicada, avaliação da função renal e marcadores relacionados ao risco cardiovascular, auxiliam no acompanhamento da saúde e na identificação precoce de alterações.
Por isso, realizar exames preventivos regularmente é uma medida essencial para cuidar da saúde cardiovascular. Por meio deles, é possível identificar alterações ainda em fase inicial, muitas vezes antes do surgimento de sintomas, permitindo orientação médica, mudanças de hábitos e tratamento adequado quando necessário. A prevenção contribui para reduzir riscos, evitar complicações e promover mais qualidade de vida.
A prevenção das doenças cardiovasculares também depende de educação em saúde, estímulo a hábitos saudáveis, políticas públicas efetivas e acompanhamento contínuo. Diante do aumento dos diagnósticos de hipertensão e do elevado número de mortes cardiovasculares, a mensagem principal é clara: prevenir continua sendo a melhor estratégia para reduzir riscos e preservar a saúde.





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