Seu colesterol pode estar normal, mas o risco de infarto ainda ser alto
- 29 de jul.
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A maioria das pessoas conhece o colesterol LDL, o chamado "colesterol ruim", que pode ser controlado com alimentação saudável, exercícios físicos e medicamentos, como as estatinas. No entanto, existe outro importante marcador cardiovascular: a lipoproteína(a), ou Lp(a). Diferentemente do LDL, seus níveis são determinados principalmente pela genética e praticamente não diminuem com dieta, atividade física ou estatinas.
Estima-se que uma em cada cinco pessoas apresente níveis elevados de Lp(a), condição que pode aumentar significativamente o risco de infarto e outras doenças cardiovasculares. Por ser um fator de risco independente do colesterol LDL, sua dosagem tem ganhado cada vez mais importância na avaliação da saúde do coração.
Em 2026, novas diretrizes internacionais passaram a recomendar que todos os adultos realizem a dosagem da lipoproteína(a) pelo menos uma vez na vida. Como seus níveis permanecem estáveis, normalmente um único exame de sangue é suficiente. Embora ainda não exista um tratamento específico para reduzi-la, identificar uma Lp(a) elevada permite intensificar o controle dos demais fatores de risco, como colesterol LDL, pressão arterial, glicemia, triglicerídeos e a adoção de hábitos de vida saudáveis.
Diversas pesquisas estão em andamento para o desenvolvimento de medicamentos capazes de reduzir a Lp(a). Entre elas, destaca-se o pelacarseno, que, em estudos iniciais, reduziu seus níveis em cerca de 80%. Entretanto, os especialistas ainda aguardam resultados que confirmem se essa redução também diminui o risco de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares.
Enquanto esses tratamentos não chegam à prática clínica, a principal recomendação é conhecer o próprio nível de Lp(a). Esse simples exame pode identificar precocemente um risco cardiovascular aumentado e contribuir para uma prevenção mais eficaz das doenças do coração. Afinal, cuidar da saúde começa pela prevenção, e os exames laboratoriais são aliados indispensáveis para identificar riscos antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas.





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