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Doença renal crônica: como hipertensão e diabetes colocam os rins em risco

  • 15 de jun.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de jun.

A doença renal crônica é uma condição silenciosa e progressiva que prejudica a função dos rins e pode evoluir por muitos anos sem apresentar sintomas. No Brasil, a hipertensão arterial e o diabetes estão entre as principais causas da doença, representando um grande desafio para a saúde pública. Segundo especialistas do Hospital do Rim, quando essas condições não são controladas adequadamente, podem causar danos importantes não apenas aos rins, mas também ao coração, ao cérebro e aos vasos sanguíneos.


A pressão alta e a glicose elevada, quando persistentes, podem lesionar os vasos dos rins ao longo do tempo, comprometendo sua capacidade de filtrar o sangue corretamente. Por isso, o controle da pressão arterial, da glicemia, da obesidade e de outros distúrbios metabólicos é fundamental para reduzir o risco de progressão da doença renal crônica.


Um dos pontos que mais preocupa os especialistas é a baixa adesão ao tratamento da hipertensão. Como a pressão alta nem sempre causa sintomas imediatos, muitos pacientes não percebem os riscos e acabam não seguindo corretamente as orientações médicas, seja pelo uso irregular das medicações, pela falta de acompanhamento ou pela ausência de mudanças no estilo de vida. No entanto, quando não controlada por longos períodos, a hipertensão pode provocar danos progressivos e graves.


A doença renal crônica é mais comum em pessoas acima dos 60 anos, faixa etária em que a ocorrência de hipertensão e diabetes também é maior. Apesar disso, os casos em pessoas mais jovens vêm aumentando, e muitos pacientes chegam à falência renal entre 40 e 50 anos, podendo necessitar de diálise ou transplante. Esse cenário reforça a importância da prevenção desde a vida adulta.


Além das doenças já diagnosticadas, o estilo de vida também influencia diretamente a saúde dos rins. Sedentarismo, obesidade, alimentação inadequada, consumo excessivo de sal e falta de acompanhamento médico favorecem o avanço da hipertensão, do diabetes e das doenças cardiovasculares. Dessa forma, cuidar dos rins também significa proteger o coração, a circulação e a saúde metabólica como um todo.


Por ser uma doença silenciosa, o acompanhamento preventivo é essencial, principalmente para pessoas hipertensas, diabéticas, idosas ou com histórico familiar de doença renal. Exames laboratoriais simples, como creatinina, ureia, taxa de filtração glomerular, exame de urina e albumina urinária, ajudam a avaliar a função dos rins e identificar alterações precocemente.


Manter a pressão arterial e a glicemia controladas, usar corretamente as medicações prescritas, praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada e realizar exames periódicos são medidas essenciais para preservar a função dos rins e prevenir complicações graves no futuro.

 
 
 

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